sexta-feira, 8 de outubro de 2010
AUTOentusiastas: SOBRE ''OS DOIS QUE ME ESCAPARAM'' POSTADO POR MAO
É interessante como entusiastas têm histórias parecidas. No inicio da década de setenta, morando no Norte do Paraná, tentei comprar uma Royal Enfield 350 em sociedade com meu irmão mais querido e apenas dois anos mais novo que eu; nosso objetivo era sair de Apucarana, no melhor estilo "easy rider" e descer para as praias de Matinhos, Camboriú e aonde mais apontássemos os narizes e nos levasse a ousadia; lamento dizer que não deu certo, seja pelo dinheiro curto, seja pela velhice da moto, mas valeu pela volta de teste, valeu pelo som pipocado e encorpado daquele motor, pelo sentimento da possibilidade que se anunciava naquele momento. Depois, na década de oitenta, já residindo em Fortaleza, proprietário de um excelente Dodginho Polara 78, me aparece de repente uma RD350 1976, japonesa, legítima viuva negra se não engano, e não hesitei, fiz a troca imediatamente e olha que o Polara só tinha três anos de uso, mas valeu, curti demais e realizei um sonho. Também gosto do som do motor seis canecos do Opala, já fui parceiro de um diplomata 89, adquirido de um cunhado com três anos de uso, e adorei cada minuto que andei com êsse companheiro. Nunca comprei um carro ou moto apenas olhando sua ficha técnica, porque êsse números são apenas complementos da aura que me passam; é preciso que eu goste da sua figura, das suas curvas, dos seus músculos, mesmo que pouco desenvolvidos; é preciso que fale aos meus sentimentos, porque eu nunca adquiri meios de locomoção apenas, porém maquinas que de uma forma ou outra conseguiam se comunicar comigo. É incrível como o MAO sabe colocar seus sentimentos no que escreve, evocando lembranças que muitas vêzes são relegadas ao esquecimento, mas que de repente reaparecem, convocadas por seus artigos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário